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Minha família é do interior e quando tinha uns 11 anos fui passar férias por lá e meu pai, todo orgulhoso, foi encontrar um amigo e o diálogo que se sucedeu eu nunca me esqueci:

Meu pai: Esse aqui é meu filho!

Amigo: Que rapazão, ele joga bola?

Meu pai: Ele gosta mesmo é de estudar.

Amigo: Puts, tá ferrado.

A expressão no rosto do amigo do meu pai misturava decepção com pena.

Esse amigo do meu pai tinha um filho que jogava no juvenil do Vasco.

Aquele que, quando passava férias na cidade, era o cara mais popular e admirado, especialmente pelas meninas.

Esse era (e talvez ainda seja), o maior motivo de orgulho de um pai no interior.

Só que desde cedo eu sabia que era um perna de pau.

Porém, minhas notas na escola davam orgulho à família.

Por sorte eu tinha um tio que escolheu o caminho dos estudos.

Ele foi pra Alemanha estudar física nuclear e lá viveu por uns 5 anos.

Ganhei minha 1a calculadora científica dele aos 12 anos.

Aprendi as primeiras palavras em alemão também com ele.

Aos 15, ele me ensinou o básico do cálculo integral.

Obrigado, tio Amory, por me inspirar!

Acabei indo pra Alemanha e desbravei a Europa por influência sua.

Hoje entendo a responsabilidade de um tio em mostrar opções, que muitas vezes divergem dos sonhos paternos.

Segue o jogo!

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