Drogas e Mídias Sociais

Dia 10/12, segunda-feira às 18h, eu farei minha primeira palestra grande em casa, ou seja,  no Rio de Janeiro. Dessa vez será no palco principal da YouPixRio, um dos maiores eventos de mídias sociais do Brasil e o maior em terras cariocas. Clique aqui e se inscreva!

O tema é: Dorgas, 4:20 e Redes Sociais *

* Dorgas está escrito assim de propósito e a explicação você encontra aqui

* 4:20 , para quem não entendeu, há uma explicação aqui

A Vortio monitorou milhares de menções sobre as principais drogas nas mídias sociais no Brasil, durante 2 semanas.

O resultado foi surpreendente. Mensalmente, são feitas mais de 500.000 menções abertas nas redes sociais (Twitter, Facebook, Google+ etc.) sobre as principais drogas. Entre notícias, piadas, opiniões e outros updates de status, esconde-se valioso conhecimento sobre o comportamento da população em relação a drogas.

A palestra apresentará maiores detalhes sobre essas conversas sobre drogas, números e rankings e, especialmente, os maiores memes (unidades de informação replicadas com intensidade), caracterizando as redes sociais como catalisadoras do processo de imitação e necessidade de pertencimento a um grupo, este um dos principais fatores para o consumo de drogas.

Ou seja, as redes sociais podem sim influenciar e aumentar o consumo de drogas, bem como impedir o processo de recuperação de ex-drogados.

Dentro do novo paradigma de comunicação, onde cada um de nós é um veículo de comunicação em potencial, temas como o crime de apologia a drogas e a legalização da maconha, por exemplo, ganham um novo contexto, no qual não faz mais sentido tratar o tema com a mesma abordagem de 20 anos atrás.

Monitorar e analisar todo este volume de dados exige tanto tecnologia (big data, matemática, inteligência artificial e semântica) quanto conhecimento humano (psicologia e antropologia do consumo).

Este pontapé inicial que estamos dando tem o objetivo de chamar atenção para a necessidade de aproximar pesquisadores, governo e profissionais de comunicação, com o intuito de melhor compreender o comportamento da população em relação a drogas, permitindo a criação de campanhas com maior eficácia, com foco principalmente nos jovens e adolescentes, que em sua grande maioria utilizam as redes sociais.