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Você irá conhecer nesse artigo como uma recente mudança nos algoritmos do LinkedIn está beneficiando diretamente os pequenos e médios produtores de conteúdo e como você poderá usar esse conhecimento para aumentar seu alcance e engajamento nesta rede social.

Tentarei deixá-lo o mais simples possível, de forma que a leitura seja de fácil compreensão para quem não está acostumado a termos técnicos sobre ciência de dados e testes estatísticos. Quem quiser compreender melhor a jornada dos engenheiros e growth hackers do Linkedin nesse processo de otimização poderá acessar a referência completa neste link.

Então vamos ao que interessa, que é o problema do engajamento nos conteúdos de pequenos produtores.

No começo de 2018, os engenheiros e cientistas de dados do LinkedIn perceberam que a rede social estava com um forte viés para produtores famosos, prejudicando os menores produtores.

Ou seja, as ações virais (likes, comentários e compartilhamentos) estavam muito concentradas nas mãos de 1% das contas do LinkedIn.

Vale lembrar que essa distribuição assimétrica acontece naturalmente nas redes sociais e em quase todos ecossistemas em que ocorrem interações sociais, fruto de um efeito chamado Mathew Effect.

“E o motivo todo mundo. Já conhece. É que o de cima sobe. E o de baixo desce” esse trecho da música Xibom Bombom mostra esse efeito aplicado à economia, ou seja, os ricos tendem a ficar mais ricos e os pobres tendem a ficar mais pobres.

É por isso que se debate tanto escalas progressivas de imposto de renda, de forma que o Estado interfira, minimizando este efeito.

Foi exatamente isso que fez o LinkedIn, modificando seus algoritmos do feed, para maximizar a experiência na plataforma para a comunidade como um todo, como você irá entender a seguir.

Ilustrando o problema, considere esses dois exemplos discrepantes:

Ricardo Amorim

+ de 1.300.000 seguidores / Milhares de likes e comentários em cada post / Tá tudo ótimo!

José das Couves

500 conexões / Pouquíssimo engajamento / Esse cara precisa de ajuda

Esse era um problema enorme do LinkedIn, pois o engajamento é uma recompensa necessária, para que criadores de conteúdo tenham um gostinho do sucesso e retornem à rede.

Dados estatísticos do LinkedIn mostraram que usuários que recebem 10 ou mais curtidas em uma publicação tem 17% mais chance de fazer uma nova postagem na mesma semana, quando comparado com quem não recebe nenhuma.

Entretanto, mesmo o LinkedIn verificando aumento de 50% ano após ano no número de engajamentos totais, o número de posts que ficavam sem engajamento algum aumentava.

Diante desse paradoxo, algo deveria ser feito.

Junte-se a isso um agravante interessante, que é a manipulação consciente do feed do LinkedIn por meio de técnicas capazes de fazer alguns posts viralizar, que começou a ser difundida no meio dos Growth Hackers.

Quem estabeleceu uma espécie de padrão para esse tipo de posts virais foi o Josh Fechter, famoso Growth Hacker americano, cujo estilo foi adotado por outros americanos famosos no mundo da comunicação e marketing digital, como o Dennis Yu. 

Como eu mesmo estava bastante ligado a esses caras desde o início do ano, tive acesso a essas informações em primeira mão e comecei a usá-las aqui no Brasil, com resultados surpreendentes.

Posts simples sobre fatos corriqueiros do cotidiano começaram a ter gigantesca exposição, com simples técnicas de storytelling específicas para essa rede, que envolvem estimular o clique em “ver mais”, reter a atenção durante a leitura e fazer uma chamada para ação forte, estimulando o engajamento.

Com essa receita, os posts começavam a gerar alto engajamento e o algoritmo entendia que a probabilidade de outras pessoas também engajarem era grande e, assim, abria a porteira para o conteúdo viralizar.

Entretanto, o objetivo central do LinkedIn não é fazer as pessoas se engajarem com qualquer conteúdo, mas sim entregar o máximo de conteúdo de valor para cada pessoa, especialmente das pessoas com quem elas têm uma conexão mais próxima.

A solução encontrada, então, foi uma nova função de otimização do ranking do feed.

Para entender a nova função, é preciso entender como era a função antiga.

Antes, o ranking do feed levava dois fatores em consideração:

  • A probabilidade de que o usuário iria engajar com a publicação (clicar, curtir, comentar ou compartilhar).
  • Potencial de impacto viral subsequente do engajamento na rede de contatos do usuário.

A grande mudança na nova função foi a incorporação de um modelo para levar em conta o quanto um criador ficaria satisfeito ao receber um engajamento no seu conteúdo.

Contextualizando com o exemplo anterior, mais um like ou comentário em um post do Ricardo Amorim não traz tanta “felicidade” pra ele do que para um pequeno produtor de conteúdo, para o qual um like a mais faz diferença.

O resultado do modelo fez com que as pessoas passassem a receber mais notícias e updates de pessoas mais próximas e menos notícias dos principais influenciadores da plataforma.

O efeito geral do modelo foi que 8% do engajamento foi retirado dos top 0,1% influenciadores e distribuído entre os 98% influenciadores menores.

O número de posts altamente virais por parte dos grandes influenciadores diminuiu.

Porém, para os criadores de conteúdo maiores que acham que isso é ruim pra eles, basta lembrar que o ecossistema do Linkedin tem tido 50% de crescimento a cada ano no volume de respostas aos posts.

Ou seja, mesmo com a alteração, estarão muito bem melhores do que estavam um ano atrás.

Diante desse cenário, as dicas que eu tenho pra você, que ainda não é um grande influenciador, são as seguintes:

Dica #1 Reforce o vínculo com as pessoas mais importantes pra você nessa rede

Ou seja, curta e comente os posts das pessoas que você acha relevante e importante para você e o LinkedIn irá entender que o vínculo entre vocês é forte e, consequentemente, terá uma tendência maior a exibir seu conteúdo para elas.

Dica #2 Produza conteúdo com foco no seu target primário e lembre-se de que o LinkedIn é semântico.

Quando você produz um post ou artigo com foco em um nicho específico, digamos, profissionais de RH, certifique-se de incluir termos desse nicho como “recursos humanos”, “gestão de pessoas” etc.

Assim, o LinkedIn entenderá que esse conteúdo é relevante para seu target e terá maior probabilidade de exibir seu conteúdo.

Dica #3 (Essa é a mais importante) Mostre que cada engajamento é importante pra você.

Como você percebeu nesse artigo, é importantíssimo que você mostre que cada curtida e comentário é importante para você. E a melhor forma de fazer isso é engajando no seu próprio conteúdo.

A cada comentário, curta e responda o mais rápido possível, especialmente os comentários que aparecerem nos primeiros minutos da sua postagem. Assim, os algoritmos do LinkedIn irão detectar alto engajamento no post e perceberão que você se importa, o que abrirá o caminho para o post se espalhar mais e, na melhor das hipóteses, viralizar.

Use e abuse dessas dicas e muito sucesso no LinkedIn em 2019!

Ah, deixe seu comentário dizendo o que achou aí embaixo e compartilhe com seus amigos e colegas para eles crescerem no LinkedIn também!

Esse artigo foi traduzido, resumido e adaptado, dessa versão original da equipe de Engenharia do Linkedin.

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